Nesse sentido, a Linha 10 – Turquesa, que liga a região do ABC à Capital (Rio Grande da Serra – Luz), teria, provisoriamente, o seu ponto final transferido para a estação Brás. Tão logo fossem concluídas as obras, o final da linha voltaria à estação Luz.
No entanto, os mais de 300 mil usuários que utilizam diariamente a Linha foram surpreendidos, em dezembro de 2011, com novo anúncio do governo Alckmin e a CPTM segundo o qual fixavam, definitivamente, a estação Brás como ponto final da Linha 10 – Turquesa.
O fato é que, agora, para os usuários vindos da região do ABC acessar o centro da Capital é preciso fazer a troca dos trens na estação Brás (ou utilizar o Metrô) aumentando o tempo de locomoção em até 20 minutos, além de superlotar a estação já muito transitada em horários de pico, colocando em risco a integridade física das pessoas.
Duas iniciativas importantes foram tomadas neste início de ano, quando o fluxo de pessoas vai retomando o ritmo frenético do dia-a-dia: primeiro, o presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, o prefeito de Diadema, Mário Reali, solicitou reunião urgente com a CPTM e com o governo para reverter à decisão em benefício da população usuária da Linha 10.
E, segundo, coloquei meu mandato à disposição para quaisquer iniciativas necessárias, via Assembléia Legislativa. No último dia 24 de janeiro, por exemplo, enviei ofício ao presidente da CPTM, Mário Manoel Seabra R. Bandeira, reiterando o pedido do Consórcio em ser recebido em audiência. Além disso, organizamos também panfletagens nas estações de trem na região do ABC abordando e esclarecendo o assunto.
O bom e velho estilo tucano de governar ressurge.
Ao invés da informação clara e precisa, a dissimulação e o embuste. Ao invés do diálogo e da negociação, a violência descabida. Exemplos não faltam: a recusa em pagar o piso salarial nacional dos professores, as desocupações dos estudantes da USP e agora, no Pinheirinho, em São José dos Campos, ou a atrapalhada ação da PM na região da Luz, conhecida como “cracolândia”, em São Paulo.
Alckmin parece andar na contramão da história. Problemas sociais não podem, em hipótese alguma, serem tratados à base da força.
Ao contrário, é necessário planejar e apresentar soluções viáveis, modernas, criativas e com muito diálogo para benefício da população.
Na questão do transporte público, por exemplo, apresentei no ano passado o PL 331/11 que institui o Bilhete Único Metropolitano em todos os 39 municípios que compõem a Grande São Paulo.
À semelhança dos bilhetes únicos da Capital e de São Bernardo do Campo, uma vez aprovado na Alesp, o projeto facilitaria a circulação da população por toda a Grande São Paulo, encurtando o tempo gasto e com o preço de uma única passagem. Outra iniciativa, que conta com o apoio decisivo do governo Dilma, é o Metrô para a região do ABC, que já se encontra em fase inicial das licitações.
Como o leitor pode perceber tudo é uma questão de estilo. O do diálogo e da boa gestão passa ao largo do Palácio dos Bandeirantes.
Deputado Estadual Carlos Grana - PT Santo André





